Como entender as finanças da sua empresa?

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FLUXO FINANCEIRO BÁSICO:
Como entender as finanças da sua empresa?

 

É fato que muitos empreendedores e empresários não conseguem entender as finanças da sua empresa e por isso se sentem frustrados ao ver que os resultados não são satisfatórios. Eles se sentem perdidos por não saber explicar o que está acontecendo, por conseguinte, acabam por não saber como tomar decisões assertivas que corrijam problemas e façam o negócio gerar os tão esperados resultados positivos.
Este artigo faz parte de um curso de finanças para micros, pequenas e médias empresas que em breve você poderá ter acesso online, mas para começar a resolver esse “bicho de 7 cabeças”, vamos dar uma visão geral de como as finanças funcionam através de um infográfico. Nos próximos posts, iremos aprofundar em cada parte deste infográfico, explicando e decifrando etapa por etapa até que você domine de vez este “monstro”. Uma vez entendido, você poderá usar este conhecimento para administrar financeiramente qualquer negócio. E então, vamos trabalhar?

 

Imagem 1 – Fluxo Financeiro Básico

 

 

 

O infográfico acima mostra que podemos entender as finanças de qualquer negócio em quatro passos básicos:

1. Capital próprio
2. Planejamento orçamentário
3. Controle
4. Análise do retorno do investimento

 

1. Investimento

O investimento, em princípio, pode ser identificado como o capital financeiro que uma pessoa física possui em forma de poupança ou aplicação financeira. O dono do recurso deve fazer as seguintes perguntas a si mesmo:

• Qual a melhor alternativa de remuneração do meu capital?
• Será que devo manter esse capital aplicado no mercado financeiro ou montar um negócio?
• Onde o meu capital será melhor remunerado, com o menor risco possível?

Com essas e outras perguntas, o dono do dinheiro precisa tomar uma decisão: ou mantém aplicado o seu recurso no mercado financeiro ou abre um negócio próprio. Nesse momento, é preciso arregaçar as mangas e fazer as contas para tomar a melhor decisão. No entanto, abrir um negócio é bem mais complexo e o investidor precisará entender um pouco mais de outros cálculos financeiros para conseguir tomar essa decisão com mais tranquilidade e segurança.

Se ele resolveu montar um negócio, em seguida deverá identificar o modelo de negócio que melhor se encaixa ao seu perfil pessoal e levantar os investimentos a serem realizados em máquinas, equipamentos, estoque, capital de giro etc. Além disso ele precisará estimar o faturamento bruto mensal, deduzir os custos, despesas e impostos e encontrar a lucratividade desse negócio. Essa lucratividade deverá ser igual ou superior à rentabilidade obtida com o dinheiro aplicado no mercado financeiro.

Exemplo:

Ao resolver abrir o negócio, o recurso em dinheiro que ele possuía aplicado é convertido no que denominamos de ativo. São bens e direitos que agora fazem parte do capital da empresa. Percebe-se então na penúltima linha que a rentabilidade do capital investido é o mesmo valor da lucratividade sobre o faturamento, ou seja R$ 1.000,00. Nesse caso, do ponto de vista financeiro acima, não seria muito interessante montar o negócio, uma vez que ele dará muito mais trabalho e o retorno será o mesmo. A não ser que num futuro, não muito distante, a lucratividade se torne gradualmente superior à rentabilidade da aplicação no mercado financeiro.

 

  1. Planejamento orçamentário

Seguindo o fluxo do nosso infográfico, na etapa 2 temos o planejamento orçamentário. Esse planejamento somente será realizado se o dono do capital resolver investir em um negócio, caso contrário não haverá fluxo de dinheiro correndo na empresa.

O planejamento orçamentário nada mais é do que uma previsão em termos financeiros do que se pretende que a empresa gaste, venda e sobre de lucro no final do mês, bimestre etc. Ele é fundamental para nortear as operações da empresa, determinar metas e avaliar se os resultados auferidos em todas as etapas do processo produtivo e administrativo da empresa estão dentro do planejado. Caso contrário, o empreendedor terá que tomar decisões estratégicas para colocar o negócio no prumo ou rever os números do planejamento orçamentário. Outro fato importante é que a partir do planejamento orçamentário será possível determinar quais indicadores de desempenho serão necessários para monitorar o negócio. Sem esses indicadores, dificilmente o empreendedor terá condições avaliar e dar um norte para a empresa.

 

  1. Controle

O controle é a parte fundamental da gestão do negócio. É ele que permitirá ao gestor coletar números e compará-los com o planejamento e seus respectivos indicadores de desempenho. A complexidade do controle vai depender da complexidade do negócio. Se o empreendedor tiver condições de iniciar um negócio realizando controles integrados, que envolvam todos os setores da empresa, ele estará no melhor dos mundos. É bom destacar que um controle financeiro deve englobar o fechamento mensal de tudo o que aconteceu na empresa do ponto de vista da movimentação financeira. A DRE e o balanço patrimonial são duas ferramentas financeiras que permitem analisar esses números e compará-los com o planejamento orçamentário. Portanto, ao criar controles internos ou contratar um software integrado, é fundamental buscar informações com o contador para realizar o fechamento do mês através dessas  ferramentas gerenciais.

Para realizar esses controles, o empreendedor pode utilizar planilhas em papel, impressos e planilhas eletrônicas ou implantar um ERP – sistema integrado de gestão. Normalmente tais sistemas já estão preparados para integrar todos os setores da empresa, o que facilita em muito os controles, desde que sejam alimentados corretamente e com informações em tempo real. Caso contrário, não vale a pena implantá-los uma vez que os custos de implantação e manutenção não são baratos.

 

Imagem 2 – Processo de Controle Financeiro Básico

 

O ERP, então, é uma ferramenta (software) para gerenciar um negócio integrando todos os setores da empresa em um único banco de dados.

 

  1. Análise do retorno do investimento

A última etapa do processo de gestão financeira trata da análise do retorno do investimento. Na etapa 1, ensinamos que o empreendedor, ao tomar a decisão de investir em um negócio, necessariamente deverá calcular o retorno do investimento. Nesse momento o empreendedor deverá apurar o lucro ou prejuízo através da DRE e balanço patrimonial e comparar com o retorno planejado na etapa 1.

A conclusão deve ser a seguinte: se, ao final do estudo, o negócio demonstrou lucro conforme o planejado, a empresa criou valor. Porém, se demonstrou prejuízo ou manteve o mesmo o valor investido, ela destruiu valor. Em resumo, se aumentou o patrimônio inicial a empresa criou valor ou se diminuiu o patrimônio inicial, ela destruiu valor.

Tem pessoas que me perguntam: se eu não coloquei um capital inicial no negócio, como analisarei o retorno do investimento se o próprio negócio gerou o capital necessário para montar a minha empresa? Não importa, em algum momento sua empresa terá formado um capital e você terá que avaliar se é mais vantagem continuar no negócio ou vender a empresa.

Espero que tenha ficado claro e contribuído para o seu crescimento profissional. Contudo, se ainda tem dúvidas, entre em contato conosco.

 

Assista o vídeo abaixo e entenda um pouco mais sobre o exposto acima.

 

 

Gilson Ribeiro Gomes
Gilson Ribeiro Gomes
• Economista, com MBA em Gestão de Negócio e ênfase em Marketing e Planejamento Estratégico. • Instrutor e consultor do Sebrae-MG, nas áreas de finanças, planejamento estratégico e empreendedorismo. • Atua há mais de 15 anos como consultor de micros, médias e grandes empresas no Brasil, em diversos segmentos (indústria, comércio e serviços). Já atendeu a uma variedade de mais de 300 modelos de negócios e realizou diversos trabalhos em finanças, avaliação de empresas, implantação de sistemas gerenciais – ERP´s, projetos de captação financeira, reestruturação de empresas, planejamento estratégico, dentre outros. • Experiência como controller e gerente administrativo-financeiro em empresas de diversos portes na região metropolitana de Belo Horizonte. • Proprietário da empresa Econsult Inteligência Estratégica Corporativa Ltda e Express Business Serviços Administrativos Ltda, empresas fundadas em 2007 e 2013 respectivamente.

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