A mágica de criar valor com os recursos que se tem!

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Em algum momento da vida, todo empreendedor já enxergou a matemática como um bicho de sete cabeças. Mas você já imaginou que ela pode ser um grande  recurso e aliado para criar valor para os seus negócios?

No incrível livro O Homem que Calculava, Júlio César de Mello e Souza (Malba Tahan) conta a história de Hanak Tade Maia, que viajava de Samarra a Baghdad quando conheceu Beremiz Samir, um jovem e talentoso matemático.

Ao longo da sua jornada, ambos enfrentam inúmeros incidentes e desafios, resolvendo-os através da “magia” da matemática.

Em um desses incidentes, eles encontram três irmãos cujo pai havia falecido e deixado uma herança de 35 camelos, dos quais 1/2 deles (17,5 camelos) deveriam ir para o mais velho, 1/3 (11,666 camelos) para o filho do meio e 1/9 (3,888 camelos) para o mais novo. Como os irmãos disputavam sobre como dividir a herança dado os números fracionados, Beremiz, o jovem matemático, convence Hanak a doar um de seus camelos para os irmãos, para assim facilitar a partilha.

Agora com 36 camelos, o irmão mais velho ficava com 18 animais (1/2), o do meio com 12 (1/3) e o mais novo com 4 (1/9). Como sobraram dois camelos, Beremiz devolveu um camelo para Hanak, e ainda ficou com um animal para ele.

ESSA É A MÁGICA QUE TODO GRANDE EMPREENDEDOR FAZ COM OS RECURSOS DE SUA EMPRESA: ELE CRIA VALOR QUANDO TUDO PARECE PERDIDO.

Quando todos os competidores pagam os fornecedores em 30 dias e recebem dos clientes em 90 dias, ele faz com que fornecedores recebam em 60 dias e clientes paguem em 30. Quando todos na industria praticam um markup de 2x, ele tira da cartola 3x.

Na prática, lançar mão de recursos como estes tem impacto direto sobre a margem operacional de uma startup; sempre que esta e o ciclo de capital de giro são saudáveis, ou prometem sê-lo em um futuro próximo, vale a pena financiar o crescimento. Isso significa invariavelmente incorrer em um cash burn, ou seja “queimar” mais caixa do que o negócio gera operacionalmente.
O grande paradigma é definir qual o montante ideal de cash burn. Gastar muito traz ineficiências e desperdícios. Gastar pouco não gera a aceleração necessária para sair de órbita. Ambos levam a empresa a derrocada.

Calcular qual a medida certa de cash burn, consequentemente do cash runway (o período que leva para a empresa usar toda sua reserva de caixa) é a missão matemática de todos empreendedores e investidores.

Leia mais em Endeavor @ https://endeavor.org.br/o-homem-que-calculava-magica-criar-valor-com-os-recursos-que-tem/

Gilson Ribeiro Gomes
Gilson Ribeiro Gomes
• Economista, com MBA em Gestão de Negócio e ênfase em Marketing e Planejamento Estratégico. • Instrutor e consultor do Sebrae-MG, nas áreas de finanças, planejamento estratégico e empreendedorismo. • Atua há mais de 15 anos como consultor de micros, médias e grandes empresas no Brasil, em diversos segmentos (indústria, comércio e serviços). Já atendeu a uma variedade de mais de 300 modelos de negócios e realizou diversos trabalhos em finanças, avaliação de empresas, implantação de sistemas gerenciais – ERP´s, projetos de captação financeira, reestruturação de empresas, planejamento estratégico, dentre outros. • Experiência como controller e gerente administrativo-financeiro em empresas de diversos portes na região metropolitana de Belo Horizonte. • Proprietário da empresa Econsult Inteligência Estratégica Corporativa Ltda e Express Business Serviços Administrativos Ltda, empresas fundadas em 2007 e 2013 respectivamente.

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